A BP nomeou Ian Tyler como presidente permanente do conselho nesta quarta-feira (2), encerrando um período de interinidade e instabilidade na alta administração. A medida consolida a gestão da CEO Meg O’Neill, que lidera a reorganização da petroleira com foco na venda de ativos de baixo retorno e simplificação da estrutura corporativa.
Tyler, que integra o conselho da BP desde 2025, é ex-presidente da Cairn Energy e atualmente preside o Grafton Group. A escolha é vista por analistas do Barclays como uma busca por estabilidade após 18 meses de tensões no nível do conselho, que culminaram na saída de Albert Manifold em maio. Manifold foi demitido oito meses após assumir o cargo devido a preocupações com padrões de governança e conduta.
O movimento ocorre enquanto O’Neill, primeira mulher a chefiar uma grande empresa global de petróleo, promove mudanças internas. A executiva afirmou que a BP deve deixar de se ver como uma “supermajor” do petróleo, embora ainda não tenha apresentado novas metas de produção ou balanço patrimonial, mantendo os objetivos do antecessor.
No mercado financeiro, as ações da companhia operaram em leve queda após subirem 1,6% em Londres nesta quarta-feira. No acumulado do ano, os papéis registram alta de cerca de 24%. Investidores aguardam a retomada do programa de recompra de ações, suspenso no início do ano para reduzir o endividamento da empresa.
A companhia também informou que Amanda Blanc, diretora independente sênior, deixará o conselho. Responsável pela escolha de Tyler e Manifold, Blanc comunicou que não buscará reeleição na assembleia geral de 2027, mas permanecerá no cargo até a definição de um sucessor.
A gestão de O’Neill tem sido impulsionada pela alta nos preços do petróleo e do gás, influenciada pela guerra no Irã. A executiva foi contratada sob pressão da Elliott Investment Management para priorizar os negócios tradicionais de combustíveis fósseis e reduzir a exposição a áreas menos rentáveis.


