O mercado financeiro acompanha nesta terça-feira (1º) a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre no Brasil. O indicador é o principal destaque da agenda doméstica, acompanhado por dados de emprego nos Estados Unidos e índices de atividade industrial em diversas zonas globais.
A previsão do Bradesco é de que o PIB apresente alta de 0,4% na variação trimestral. O número indica uma desaceleração comparado ao crescimento de 1,1% registrado nos três primeiros meses do ano. A estimativa do banco sugere que o resultado será sustentado pela indústria extrativa, enquanto o consumo das famílias deve crescer em ritmo mais lento.
Nos Estados Unidos, o relatório JOLTS traz dados de julho sobre as vagas em aberto no mercado de trabalho. Ao longo do dia, serão divulgados também os dados do PMI da indústria de transformação de diversas regiões. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de uma reunião de bancos centrais do G20 no país norte-americano.
No Congresso Nacional, a comissão mista analisa a medida provisória que prevê o fim da chamada “taxa das blusinhas”. O Senado vota a indicação de Rodrigo Pacheco para o Tribunal de Contas da União (TCU) e o projeto Redata, que cria regime especial de tributação para data centers.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso nesta segunda-feira. O valor é R$ 4 bilhões superior ao proposto para 2026. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que os principais aportes em estatais no PLOA são de R$ 6 bilhões para os Correios e R$ 653 milhões para a Eletronuclear.
No cenário internacional, o governo de Donald Trump planeja investir US$ 4 milhões para fortalecer a mídia de direita na Europa. O montante integra um pacote de ao menos US$ 25 milhões para grupos conservadores na região. Trump também reconheceu que o novo acordo petrolífero com a Venezuela pode demorar a impactar os preços da gasolina.


