O desempenho de estudantes brasileiros em leitura, matemática e ciências melhorou nas últimas duas décadas, reduzindo a distância em relação à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8) pelos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025.
Entre 2006 e 2025, o Brasil elevou a pontuação nas três áreas avaliadas, enquanto a média comparável da OCDE e de países desenvolvidos recuou. Em leitura, a nota brasileira subiu de 393 para 408 pontos, reduzindo a diferença para a organização de 102 para 58 pontos. A média da OCDE caiu de 495 para 466 no período.
O maior avanço ocorreu em ciências, com alta de 18 pontos, passando de 390 para 409. O resultado é o maior da série apresentada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A diferença para a média da OCDE em ciências diminuiu de 113 para 77 pontos.
Em matemática, o desempenho brasileiro subiu de 370 para 377 pontos em 19 anos. A distância para a média da OCDE, que era de 131 pontos em 2006, caiu para 92 em 2025. No entanto, a pontuação atual está abaixo dos 389 pontos registrados em 2012. Em leitura, a nota de 2025 também ficou inferior ao pico de 413 pontos atingido em 2018.
O Brasil foi o sétimo país que mais aumentou a pontuação em leitura e matemática entre os 91 avaliados, ocupando a oitava posição em ciências. O relatório indica que 81% dos estudantes brasileiros frequentavam escolas que restringiam o uso de celulares em 2025, enquanto a média da OCDE era de 49%.
Apenas 16% dos alunos brasileiros consideram a escola uma perda de tempo, índice inferior aos 24% registrados na organização. O exame é realizado com estudantes de 15 anos para medir a aplicação de conhecimentos em situações concretas.
A edição de 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. No Brasil, participaram 30.140 alunos, dos quais 72,4% estudavam em escolas estaduais e 84,7% estavam matriculados na primeira ou segunda série do ensino médio.


