A economia do bem-estar movimentou US$ 125,4 bilhões no Brasil, segundo levantamento do Global Wellness Institute (GWI) divulgado este ano. O volume coloca o país na 11ª posição entre 145 mercados analisados e estimula a criação de negócios imobiliários e turísticos com foco em contato com a natureza e consumo racional de recursos.
A tendência é reforçada pelo comportamento do consumidor brasileiro, com 87% das pessoas considerando as viagens como um investimento direto em qualidade de vida, conforme apuração da Booking.com. Globalmente, o GWI projeta que o turismo de bem-estar atingirá US$ 1,38 trilhão até 2029, acelerando a demanda por projetos de regeneração ambiental que recuperam o ecossistema local durante a operação.
No litoral norte de Santa Catarina, o município de Penha, sede do Beto Carrero World, integra a lista Green Destinations Top 100 Stories de 2024 e 2025 por sua gestão turística comunitária. A cidade atraiu investimentos em hospitalidade sustentável, como o Amazon Parques & Resorts, complexo com temática amazônica em fase de construção.
O novo empreendimento utiliza o modelo de multipropriedade para evitar a ociosidade de casas de veraneio. Roberto Kwon, presidente do Amazon Parques & Resorts, afirmou que o modelo fracionado garante que diferentes famílias utilizem a mesma pegada física e de carbono, otimizando o uso do solo e dos recursos naturais.
O projeto prevê a integração da arquitetura ao ambiente nativo, com mais de 9 mil m² de área de lazer e paisagismo biofílico. A engenharia do complexo inclui a instalação de 230 placas fotovoltaicas, sistema de captação de água da chuva, estação própria de tratamento de efluentes e o plantio de mais de 2 mil mudas nativas.
Kwon explicou que a localização próxima a praias preservadas e a gestão de energia e água definem a experiência de bem-estar exigida pelo viajante contemporâneo. O complexo está situado próximo a rodovias, aeroportos e aos destinos de Balneário Camboriú e Itapema.


