O Brasil alcançou a quinta posição no ranking global de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2026, com alta de 0,5% entre abril e junho. O levantamento da Austin Rating, divulgado nesta terça-feira (1º), coloca o desempenho brasileiro acima de economias como a dos Estados Unidos e a da China.
Os Estados Unidos registraram alta de aproximadamente 0,4%, ocupando o nono lugar, enquanto a China ficou na 19ª colocação com avanço de 0,2%. A Irlanda liderou a lista com expansão de 1,0%, seguida por Indonésia (0,9%), Angola (0,7%) e Malásia (0,6%).
O resultado brasileiro foi inferior à expectativa de 0,8% do Ministério da Fazenda. No acumulado anual, o PIB do país avançou 2,0%, conforme dados consolidados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, afirmou que o ritmo produtivo global está em redução. A mediana mundial recuou de 0,4% no primeiro trimestre para 0,2% no segundo, movimento que reflete os juros altos e os impactos de conflitos no Oriente Médio.
Agostini declarou que a alta do Brasil acima da média global ocorreu devido a uma forte expansão fiscal. O economista explicou que, enquanto o consumo das famílias caiu 0,4%, a demanda do setor administrativo público cresceu na mesma proporção, 0,4%.
A política monetária restritiva, com taxa real elevada, mantém a atividade econômica sob controle no país, informou o economista.


