A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,394 bilhões em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta sexta-feira (4). O resultado superou a expectativa de economistas, que previam um saldo positivo de US$ 7,136 bilhões para o período.
As exportações somaram US$ 33,158 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 25,764 bilhões. Na comparação com agosto de 2025, o saldo comercial apresentou crescimento de 23,8%. No acumulado do ano até agosto, o superávit atingiu US$ 55,318 bilhões, alta de 28,2% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
As vendas para os Estados Unidos cresceram 12,1% em agosto, somando US$ 3,190 bilhões. O país norte-americano manteve a participação de 9,6% nas exportações brasileiras. O aumento no valor exportado ocorreu mesmo com a aplicação de tarifas iniciada em julho, que afetaram cerca de 20% dos produtos vendidos.
O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, informou que o resultado foi impulsionado pelo aumento de 8,6% nos preços das mercadorias. No entanto, a quantidade de produtos comercializados caiu 3,1% no mês.
Aeronaves, suco de frutas e carnes foram os itens de maior destaque nas exportações para os EUA em agosto. Esses produtos não estão sujeitos à tarifação e dependem das condições de mercado. Brandão disse que o MDIC precisa de mais tempo para avaliar os impactos totais, pois a pauta de bens atingidos é variada.
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 24,105 bilhões, queda de 9,7% ante o ano passado. Nesse período, os preços subiram 3,2%, mas a quantidade de produtos exportados recuou 13,6%.


