O Brasil subiu para a 12ª posição no ranking global de estudos clínicos iniciados em 2026, após ocupar o 18º lugar em 2025. O resultado, apontado por levantamento da Interfarma e IQVIA, é atribuído à combinação de avanços regulatórios, como a Lei 14.874/2024 e novas diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A nova legislação e a regulamentação do setor trouxeram prazos mais curtos e maior previsibilidade para a atração de estudos internacionais. Segundo a apuração, essas condições permitem que pacientes brasileiros tenham acesso antecipado a medicamentos que ainda estão em fase de desenvolvimento.
A farmacêutica Sanofi informou que o país participa de 54 dos 77 projetos globais de pesquisa e desenvolvimento da companhia. Em 2025, a empresa investiu R$ 153 milhões em pesquisa clínica no Brasil, valor que triplicou nos últimos três anos. A rede de centros parceiros da companhia chegou a 262 instituições, com alta de 51% no número de participantes.
Atualmente, 17 moléculas da empresa passam por testes clínicos no território nacional. As pesquisas abrangem áreas como esclerose múltipla, asma, dermatite atópica, doenças inflamatórias intestinais, DPOC e doenças raras do sangue. Em 2025, a Sanofi foi a quarta maior empresa em submissões de novos estudos à Anvisa.
A companhia registrou a participação de mais de 20% de pessoas negras em seus estudos clínicos nos últimos dois anos. A estratégia de expansão geográfica colocou a Bahia como o terceiro estado com maior número de centros parceiros da empresa, atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul.
O uso de inteligência artificial também tem sido aplicado para acelerar processos de pesquisa e desenvolvimento, reduzindo etapas que levavam semanas para poucas horas. A eficácia da tecnologia, no entanto, depende de regulação eficiente e profissionais capacitados.


