O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (1º). O resultado coloca o país na quinta posição em ranking de crescimento entre 50 economias analisadas pela agência de classificação de risco Austin Rating.
Apenas Irlanda (1%), Indonésia (0,9%), Angola (0,7%) e Malásia (0,6%) registraram expansão superior à brasileira no período. O desempenho do país superou o de economias como Estados Unidos, que avançou 0,4%, México, com 0,3%, e Reino Unido e Alemanha, ambos com alta de 0,1%. A Itália registrou variação de 0%.
O crescimento ocorreu mesmo com a taxa básica de juros, a Selic, mantida em patamar elevado. A condição encarece o custo do crédito e impacta o consumo e os investimentos no mercado interno.
O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, compilou estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) que indicam a subida do Brasil no ranking das maiores economias do mundo. O país deve encerrar 2026 na 10ª colocação, após ocupar a 11ª posição em 2025.
A mudança na classificação global depende do crescimento interno, da evolução do PIB de outras nações e de variações cambiais, já que o cálculo é feito em dólares. As projeções sugerem que o Brasil possa atingir a nona posição em 2027.
O avanço de 0,5% entre abril e junho mantém a trajetória de expansão da economia, embora em ritmo menor do que em ciclos anteriores. Os dados do IBGE servirão de base para novas revisões das projeções de crescimento para o ano.


