O Brasil registrou 1,8 milhão de pessoas que realizavam seu trabalho principal por meio de plataformas digitais de serviços em 2025. Os dados da Pnad-Contínua – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025 foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O transporte particular de passageiros concentrou a maior fatia desse grupo, com 1 milhão de trabalhadores. Outros 500 mil atuavam em aplicativos de entrega de comida e 300 mil em plataformas de prestação de serviços gerais.
Homens representavam 84,4% do total de pessoas plataformizadas no ano passado, enquanto as mulheres correspondiam a 15,6%. A faixa etária entre 25 e 39 anos foi a mais expressiva, respondendo por 47% desses ocupados, proporção superior aos 37,4% registrados entre quem não utiliza as plataformas.
Grupos com menos de 25 anos ou acima de 39 anos tiveram menor participação entre os plataformizados quando comparados aos demais trabalhadores do mercado.
O rendimento médio mensal real no trabalho principal foi estimado em R$ 3.148 em 2025. O valor foi praticamente idêntico tanto para quem trabalhava via aplicativos (R$ 3.147) quanto para os não plataformizados (R$ 3.148).
A jornada de trabalho, no entanto, apresentou diferença. Os trabalhadores de plataformas digitais cumpriram, em média, 44,7 horas semanais no trabalho principal. O período é 5,4 horas mais longo do que a jornada de 39,3 horas registrada para os demais ocupados.


