A Broadcom divulgou nesta quarta-feira (2) uma previsão de receita trimestral inferior às estimativas de Wall Street. O resultado indica que a concorrência no segmento de processadores personalizados pode prejudicar os negócios da empresa norte-americana, cujas ações recuaram mais de 3% após o fechamento do mercado.
A companhia projeta receita de cerca de US$ 34,8 bilhões para o quarto trimestre fiscal. O número fica abaixo da estimativa média de US$ 35,03 bilhões compilada pela LSEG. No entanto, a previsão para as vendas de chips de IA é de US$ 21,7 bilhões, superando os US$ 21,33 bilhões previstos por analistas consultados pela Visible Alpha.
O cenário de competição é evidenciado por movimentos de clientes. No mês passado, a Marvell firmou acordo de chips personalizados com o Google que pode gerar US$ 120 bilhões em receita até o ano fiscal de 2033. O contrato prevê a participação do gigante de buscas em até US$ 12,2 bilhões.
A Broadcom também enfrenta gargalos na cadeia de suprimentos para atender a demanda por inteligência artificial. Para diversificar seus fornecedores, a empresa assinou em julho um memorando de entendimento plurianual com a Samsung Electronics, em operação avaliada em mais de US$ 200 bilhões.
No terceiro trimestre fiscal, a receita total da empresa somou US$ 29,59 bilhões, com lucro ajustado de US$ 3,32 por ação. As vendas de chips de IA mais que triplicaram no período, atingindo US$ 16,7 bilhões.
Apesar dos números, a Broadcom apresenta desempenho inferior aos concorrentes e ao índice geral de chips no ano, com valorização acumulada de cerca de 6%. A empresa permanece atrás da Nvidia, que detém a liderança do setor com processadores que servem como padrão de mercado.


