O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta quarta-feira (2), a compra de 60% de participação na Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) pela B3. A decisão foi unânime e condiciona a operação à assinatura de um acordo de controle de concentrações.
O acordo foi anunciado em setembro do ano passado entre a B3 e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor da transação é de R$ 15 milhões, com a possibilidade de a operadora da bolsa adquirir a fatia remanescente a partir de 2030.
A CRDC atua desde 2014 na centralização de informações sobre recebíveis para facilitar o acesso ao crédito de pequenas e médias empresas no Brasil. A companhia fornece sistemas de formalização e emissão de instrumentos para lastro de crédito e antecipação de recebíveis.
A B3 informou que a empresa é uma infraestrutura de mercado autorizada a operar como registradora de ativos. A aquisição integra a estratégia da companhia para expandir sua presença no mercado de crédito nacional.
Diogo Thomson de Andrade, presidente interino do Cade, declarou que a aprovação do negócio ocorreu de forma unânime pelo tribunal.


