O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu nesta sexta-feira (4) a abertura de investigação para apurar acusações de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, contra Gilberto Kassab. O ex-banqueiro alega que o presidente do PSD e vice na chapa de Caiado articulou o pagamento de propinas para campanhas políticas em 2022.
Durante sabatina, Caiado solicitou o fim do sigilo das investigações que envolvem o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O candidato afirmou que a sociedade não pode votar em pessoas envolvidas em processos e descobrir os fatos posteriormente, defendendo que as informações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) sejam tornadas públicas.
Em propostas de delação premiada rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria Geral da República, Vorcaro declarou que R$ 5 milhões doados a campanhas foram propinas articuladas por Kassab. O ex-controlador também mencionou um repasse de R$ 10 milhões via caixa dois para o PSD. Kassab classificou os relatos como “fantasiosos” e nega as acusações.
Questionado sobre sua gestão em Goiás, Caiado negou a concessão de benefícios indevidos ao Banco Master. Ele explicou que o projeto de lei para ampliação do crédito consignado beneficiou mais de 60 instituições habilitadas no estado, sem favorecimento exclusivo.
O candidato também propôs mudanças estruturais no Judiciário após a divulgação de mensagens entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Caiado sugeriu a fixação de idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros ao STF, quarentena de quatro anos para retorno à carreira prévia e oito anos para disputa de cargos políticos.
Sobre a disputa presidencial, Caiado afirmou ter certeza de que chegará ao segundo turno para enfrentar o atual presidente Lula. Em outros temas, declarou ser a favor da anistia geral e irrestrita aos presos pelos atos de 8 de janeiro e manifestou oposição ao uso obrigatório de câmeras em policiais militares.


