O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta sexta-feira (4), a investigação e a abertura de sigilos sobre a suposta negociação de propina envolvendo seu candidato a vice, Gilberto Kassab (PSD), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Durante sabatina, Caiado afirmou que todas as informações do caso devem ser públicas para que a sociedade avalie o envolvimento de autoridades e candidatos. Ele ressaltou que Kassab já negou qualquer irregularidade e que não pretende impedir a apuração das denúncias.
A acusação surgiu em uma proposta de delação premiada de Vorcaro, rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-banqueiro alegou que R$ 5 milhões destinados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 teriam origem em negociação com Kassab.
Segundo o relato, os recursos seriam contrapartida para manter o Credcesta, cartão de crédito consignado da PKL One Participações, junto ao governo de São Paulo. Tarcísio rejeitou as acusações e disse que as doações de 2022, repassadas oficialmente por Fabiano Zettel, seguiram a lei.
Vorcaro está preso desde março e tenta um novo acordo de delação, após a primeira tentativa ser recusada por falta de fatos novos. Caiado disse que a PF já reuniu elementos sobre as comunicações entre os envolvidos e defendeu a análise desses dados.
O candidato também defendeu a abertura de sigilos em investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e casos do Banco Master. Caiado criticou a Corte e propôs a criação de idade mínima de 60 anos para ministros.
Entre as propostas de reforma do Judiciário, Caiado sugeriu quarentena para magistrados que deixarem o tribunal e a exigência de que ex-ministros aguardem oito anos antes de disputar cargos eletivos.


