A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, no final de agosto, a proposta do governo de Javier Milei para impedir que o Banco Central (BC) continue a financiar gastos do Estado, do governo federal ou das províncias, como parte de um plano de estabilização econômica.
A medida visa extinguir o mecanismo de impressão de moeda para cobrir rombos nas contas públicas. O sistema atual é comparado ao modelo utilizado no Brasil antes da implementação do Plano Real.
A aliança partidária da Casa Rosada garantiu a aprovação do texto na câmara baixa. Agora, a proposta segue para a análise do Senado, onde precisará de referendo para entrar em vigor.
O avanço legislativo ocorre enquanto o presidente enfrenta desgaste político devido aos impactos no mercado de trabalho, reflexo do choque anti-inflacionário aplicado ao país.
O projeto disciplina a missão da autoridade monetária para assegurar que a estabilidade financeira não seja comprometida por necessidades orçamentárias do governo central ou regional.


