A campanha nacional Setembro Amarelo mobiliza profissionais de saúde e instituições para prevenir o suicídio e ampliar o debate sobre saúde mental nesta terça-feira (1), com foco no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro, para quebrar tabus e incentivar o diálogo aberto.
A iniciativa começou no Brasil em 2015, por meio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV). A neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi afirmou que a campanha é necessária porque o tema ainda é cercado por silêncio e desinformação, o que impede que pessoas em sofrimento intenso peçam ajuda.
Bosi explicou que a ação ampliou a discussão sobre o suicídio em famílias, escolas, empresas e serviços de saúde. Segundo a especialista, o acompanhamento profissional oferece escuta ética e identifica fatores de risco, sendo um movimento de coragem e proteção para quem não vê saída para o sofrimento.
No Distrito Federal, a subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (SES-DF), Fernanda Falcomer, informou que a rede de atendimento começa pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde psicólogos e outras equipes avaliam o paciente. Para casos de crises emocionais graves, a orientação é procurar o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
A rede do DF conta com 19 unidades de CAPS, sendo quatro voltadas para crianças e adolescentes, sete para adultos com transtornos gerais e sete para pessoas com prejuízos na saúde mental decorrentes do uso de álcool e outras drogas, informou Falcomer.
Sinais de alerta incluem isolamento, abandono de atividades, redução do autocuidado e falas sobre morte. Em situações de risco imediato, a recomendação é não deixar a pessoa sozinha e procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), hospital, pronto-socorro, acionar o SAMU pelo 192 ou o CVV pelo 188.


