O candidato à Presidência da República Wilson Grassi (Democrata) afirmou que correrá 42 quilômetros diariamente ao redor da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, até que a suspensão de sua campanha seja revertida. A medida foi determinada nesta segunda-feira pelo ministro Dias Toffoli.
A decisão do TSE interrompe a campanha de Grassi, proíbe sua participação em debates e suspende o acesso aos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A Corte alegou que a campanha não cumpriu o prazo para informar quais perfis nas redes sociais seriam utilizados na disputa eleitoral.
O bloqueio ocorreu após a campanha informar a existência de oito contas 17 dias depois do prazo, encerrado em 28 de agosto. A legislação exige que perfis existentes sejam informados no registro da candidatura e que novas contas sejam comunicadas em até 24 horas após a criação.
Grassi, de 56 anos, admitiu ter cometido um erro ao utilizar sua conta pessoal para postagens, embora tenha registrado seu perfil profissional de veterinário no prazo. O candidato disse que não sabia que a prática era proibida e que já comunicou a situação à Justiça Eleitoral.
O caso assemelha-se ao de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, que teve a campanha suspensa no último domingo por informar 16 perfis com atraso. No entanto, Toffoli liberou as atividades de Santos nesta terça-feira após a análise de provas e dados sobre a criação das contas.
Veterinário e empresário, Wilson Grassi é o primeiro candidato à Presidência lançado pelo Democrata, legenda fundada em 2008. Ele já disputou cargos de deputado estadual por São Paulo, em 2006, e de vereador na capital paulista, em 2022.


