Os candidatos ao governo de Goiás apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral para concorrerem às eleições de 2026. Os documentos, disponíveis no portal DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), detalham prioridades para a educação, com foco em expansão do ensino integral, valorização profissional e modernização tecnológica.
Daniel Vilela (MDB) propõe ampliar as escolas de tempo integral em todas as regionais de ensino e alfabetizar 100% das crianças na idade adequada. O plano prevê a integração do Ensino Médio à Educação Profissional e Tecnológica, com cursos voltados a vocações regionais como agrotecnologia e inovação digital. O candidato também sugere o uso de inteligência artificial para monitorar o desempenho de alunos e apoiar o planejamento docente.
Luís César Bueno (PT) projeta chegar a um total de 350 a 370 escolas estaduais de tempo integral até o fim do mandato. A proposta prioriza a instalação de novas unidades em bairros com maior vulnerabilidade social e prevê a criação de uma rede de extensão e inovação envolvendo instituições como a Universidade Estadual de Goiás (UEG) e a Universidade Federal de Goiás (UFG).
Luciana Amorim (UP) defende a desmilitarização dos colégios estaduais e a interrupção da expansão desse modelo. Seu plano inclui a criação de um programa de erradicação do analfabetismo, a implementação de passe livre irrestrito para estudantes e a distribuição de absorventes nas escolas, além de promover o ensino de Libras e de história da cultura afro-brasileira.
Já o candidato Danilo Pinheiro (PCO) apresentou o programa nacional de seu partido, que não cita especificamente o estado de Goiás. O texto defende a estatização do ensino privado, o fim dos vestibulares e a fixação de um piso salarial nacional de R$ 8,5 mil para professores, com jornada limitada a 30 horas semanais. O plano propõe ainda que parte dos recursos do petróleo seja destinada à educação pública.
No âmbito do ensino superior, as propostas de Vilela e Amorim convergem na necessidade de modernizar a UEG. Enquanto Vilela foca em concursos e aproximação com demandas regionais, Amorim propõe a reestruturação da instituição e o aumento de bolsas de graduação e pós-graduação, com atenção à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).


