Candidatos ao governo de Goiás apresentaram estratégias para enfrentar o feminicídio após dados do Ministério da Justiça registrarem aumento de 113% nos casos entre janeiro e junho de 2026, com 47 vítimas, contra 22 no mesmo período do ano anterior.
O cenário reflete a tendência de 2025, quando o Fórum Brasileiro de Segurança Pública contabilizou 59 mulheres mortas por razões de gênero no estado, um crescimento de 5,3% em relação às 56 vítimas de 2024. A promotora de Justiça Carla Brant explicou que a disseminação de discursos de ódio na internet dificulta o combate aos crimes, que geralmente ocorrem dentro dos lares.
O atual governador Daniel Vilela (MDB) propõe o programa Goiás Pelas Mulheres, que integra segurança, saúde e assistência. O plano prevê a implantação do sistema SIM-Mulher e o programa Goiás por Elas, focado em geração de renda e crédito para garantir que as vítimas tenham autonomia financeira para romper o ciclo de violência.
Luciana Amorim (UP) sugere a criação de delegacias especializadas com atendimento 24 horas e nos fins de semana. A candidata propõe a implementação de Centros de Referência, Defesa e Convivência Integrados para mulheres cis, trans e travestis, além de capacitação sobre questões de gênero para profissionais públicos e estudantes.
Luís César Bueno (PT) defende a aceleração do Plano Estadual de Combate à Violência contra a Mulher 2026-2035. O candidato afirmou que o estado deve investir em ferramentas de Inteligência Artificial e no fortalecimento da Polícia Militar para antecipar situações de alto risco e aprimorar o monitoramento de medidas protetivas.
Marconi Perillo (PSDB) propõe a ampliação da cobertura das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) conforme a necessidade regional. O plano prevê a articulação entre segurança pública, redes de saúde e assistência social para identificar reincidências e descumprimentos de ordens judiciais.
O senador Wilder Morais (PL) propõe unificar em um único acompanhamento a medida protetiva, a patrulha, o aluguel social e o atendimento jurídico. A medida visa evitar que a mulher precise repetir o relato da violência em diferentes órgãos, utilizando tecnologia para a identificação rápida do agressor.

