Candidatos ao governo de Minas Gerais apresentaram seus planos de governo para concorrer às eleições, conforme as normas da lei eleitoral. As propostas para a área de Segurança Pública variam desde o fortalecimento do policiamento ostensivo e a integração de dados até a desmilitarização completa das forças policiais do estado.
Patrus Ananias (PT) propõe a criação de um Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) estadual, com foco em inteligência e direitos humanos. O plano inclui o combate às finanças do crime organizado, expansão da rede de atendimento à mulher e a adoção progressiva de câmeras corporais para os agentes.
Alexandre Kalil (PDT) sugere o remanejamento do efetivo nas Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs) e a implementação da Muralha Digital. O candidato defende a valorização profissional das forças de segurança e o apoio às Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) para a reintegração social.
Cleitinho (Republicanos) e Flávio Roscoe (PL) defendem a unificação de bases de dados entre as polícias, Bombeiros e sistema prisional. Ambos focam no sufocamento financeiro de organizações criminosas e no combate à lavagem de dinheiro. Roscoe propõe ainda o aumento do policiamento em zonas rurais e o uso de tornozeleiras em agressores de mulheres.
Gabriel Azevedo (MDB) propõe a criação de um Centro Integrado de Inteligência Criminal e a retomada do controle prisional com bloqueio de celulares. Já Mateus Simões (PSD) prioriza o monitoramento integrado nas fronteiras do estado e a expansão de ferramentas tecnológicas na perícia criminal.
Propostas de ruptura aparecem nos planos de Indira Xavier (UP), Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU), que defendem a desmilitarização do policiamento. Henrique Áreas (PCO) propõe a extinção da Polícia Militar e a liberação de armamento para trabalhadores do campo e indígenas. O candidato Ben Mendes (Missão) não anexou plano de governo ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


