Candidatos ao governo do Pará apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. Os documentos, disponíveis no portal DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), detalham as prioridades de cada campanha para a área de segurança pública, com ênfase em inteligência, monitoramento e combate a facções.
Araceli Lemos (PSOL) propõe a instalação de câmeras corporais em 100% do efetivo das polícias estaduais e a criação de delegacias especializadas de proteção às mulheres, com funcionamento 24 horas, em todos os municípios. O plano prevê a qualificação de agentes para tipificação de crimes de racismo e a criação de um núcleo especializado em crimes de ódio na Polícia Civil.
O candidato Dr. Daniel (Podemos) foca na integração entre Polícia Militar, Civil, Científica, Bombeiros e Administração Penitenciária. Suas propostas incluem a expansão do reconhecimento de placas veiculares, o monitoramento de rotas fluviais e o reforço da segurança em unidades prisionais para impedir que presídios sirvam como centros de comando do crime.
Gal Leite (UP) defende a desmilitarização da Polícia Militar e a mudança do modelo de segurança pública. O programa sugere a criação de um Conselho Estadual de Segurança Cidadã com participação da sociedade civil, além de auditorias independentes e ouvidoria autônoma para apurar denúncias de abusos policiais.
Hana Ghassan (MDB) propõe a implantação de 200 escolas cívico-militares e a expansão das Usinas da Paz. O plano foca no combate a crimes cibernéticos, no uso de videomonitoramento e no reforço da inteligência policial para enfrentar crimes patrimoniais e organizações criminosas.


