Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro apresentaram seus planos de governo com foco nas diretrizes para a educação pública estadual. As propostas, exigidas pela lei eleitoral, divergem em pontos centrais como a gestão de cargos docentes, a adoção de modelos cívico-militares e a integração do ensino técnico com o mercado de trabalho.
André Marinho (Novo) propõe a criação de um modelo de aprendizagem dual para jovens de 15 a 18 anos, com jornada dividida entre escola e empresa e salário-aprendiz entre R$ 800 e R$ 1.200. O candidato prevê a expansão de centros técnicos, a universalização do letramento em Inteligência Artificial até 2030 e a ampliação do modelo cívico-militar em áreas de vulnerabilidade social.
Anthony Garotinho (Republicanos) foca na valorização profissional, com o cumprimento do Piso Salarial Nacional do Magistério e reestruturação salarial para secretários e merendeiras. O plano inclui a meta de elevar a nota média do ensino médio no Ideb e no Iderj para 5,2, além de reduzir o abandono escolar para menos de 2%.
O Coronel Busnello (Partido Missão) sugere a adequação dos vencimentos ao piso nacional via cronograma plurianual e a bonificação financeira para professores baseada em indicadores. O candidato propõe a instalação de 25 escolas cívico-militares até o fim do mandato e a abertura de CIEPs aos finais de semana como centros comunitários.
Cyro Garcia (PSTU) defende a aplicação de no mínimo 25% do orçamento estadual na educação e a revogação do teto de gastos. Suas propostas incluem a suspensão do Novo Ensino Médio, a interrupção da expansão de escolas cívico-militares e a estatização de todas as instituições de ensino superior privado.
Douglas Ruas (PL) propõe condicionar investimentos estaduais ao cumprimento de metas de leitura nas prefeituras dos 92 municípios. O plano prevê a criação de um sistema de gestão por resultados com bonificação financeira para professores e diretores que entreguem as metas, além da climatização de salas e reforma de bibliotecas.


