O senador Carlos Portinho (PL) afirmou, nesta sexta-feira (4), que a anistia aos envolvidos nos atos de 2023 é necessária para pacificar o país. Em entrevista sobre sua candidatura à reeleição pelo Rio de Janeiro, o parlamentar criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte.
Portinho declarou que o Senado foi capturado pelo Judiciário e que existe uma intimidação contra parlamentares para evitar a abertura de processos de impeachment. Segundo o senador, a sociedade não compreende a concessão de habeas corpus para criminosos, enquanto parte dos senadores teria “rabo preso” ou interesse em manter proximidade com a Corte.
Sobre a situação do ministro Alexandre de Moraes, o candidato afirmou que espera que o magistrado deixe o cargo para responder a processos. Caso contrário, defendeu que o caminho seja o impeachment, alertando que a situação pode causar grave instabilidade política.
Questionado sobre a anistia a quem tentou dar um golpe de Estado, Portinho negou a ocorrência de um golpe, classificando o episódio como uma “grande revolta popular”. Ele citou o general Braga Netto para argumentar que a medida é a forma de olhar para o futuro e pacificar a nação.
O senador também comentou sua trajetória partidária e a migração do PSD para o PL. Portinho explicou que buscou mais espaço no PL, onde atuou como líder do governo de Jair Bolsonaro. Sobre ter sido inicialmente excluído da chapa do partido, disse que abriu mão da vaga para que Flávio Bolsonaro compusesse com outros partidos, mas que sua lealdade foi premiada após a desistência de Cláudio Castro.
Ao ser questionado sobre escândalos envolvendo o PL no Rio, Portinho afirmou que seu “CPF é absolutamente limpo” e que nunca participou do governo de Cláudio Castro, negando a necessidade de defender o legado de terceiros.


