O Cavalo Crioulo movimentou R$ 17.000.500 em vendas durante a Expointer 2026, em Esteio (RS), registrando um crescimento de 17,16% em comparação ao ano anterior. A raça foi responsável por 77,34% do total de comercializações de animais no evento, que somou R$ 21,98 milhões.
O resultado foi consolidado após a realização de oito leilões ao longo dos nove dias de feira, que atraíram criadores e investidores de diversas regiões. Os números foram divulgados pelas leiloeiras que atuaram no Parque Assis Brasil.
O presidente do Sindicato da Indústria de Leilões (Sindiler), Fábio Crespo, afirmou que os dados comprovam a resiliência do setor. Segundo Crespo, a genética de qualidade mantém mercado e valorização diferenciada, mesmo em um ano marcado por dificuldades climáticas e entraves de crédito.
Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo (ABCCC), André Rosa, a feira funciona como uma vitrine para verificar a força genética e atrair investidores anualmente. Rosa declarou que a raça é mais do que líder de comercialização, sendo uma força presente no evento.
A cadeia econômica do animal envolve criadores, treinadores, veterinários e leiloeiros. No Rio Grande do Sul, a raça é utilizada em provas funcionais, como o Freio de Ouro, e é considerada parte da identidade cultural do estado desde o período colonial.
A valorização financeira observada na edição de 2026 reflete a projeção do animal como ativo econômico, atraindo compradores de diferentes regiões do Brasil e do exterior.


