A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), apresentou propostas para a reeleição em entrevista realizada nesta terça-feira (1). A chefe do Executivo local defendeu a implantação da tarifa zero no transporte público, a ampliação da rede de saúde e a realização de novos concursos para as áreas de segurança e saúde.
Leão informou que determinou a suspensão de reequilíbrios econômicos e a realização de auditoria em todos os contratos vigentes do sistema de transporte público. Segundo a governadora, o modelo atual gera inviabilidade financeira aos cofres públicos. Ela afirmou que a implementação da tarifa zero depende da finalização de estudos e dos resultados da auditoria em curso.
Na saúde, a governadora declarou que contratou 20 mil cirurgias no setor privado para agilizar a fila de espera, com custo estimado em R$ 100 milhões. O projeto do SUS Candango, enviado à Câmara Legislativa (CLDF), prevê a realização de procedimentos de média e baixa complexidade na rede privada para liberar hospitais públicos para casos de alta complexidade. Leão afirmou que nove mil pessoas foram operadas em menos de quatro meses de gestão.
Sobre a educação, a governadora disse que substituiu o comando da Secretaria de Educação por um perfil técnico para reverter os índices do IDEB. O plano inclui a expansão da escola em tempo integral e a substituição de 2.600 professores temporários por concursados. Um novo concurso para docentes efetivos deve ser aberto em setembro.
A governadora também abordou a segurança pública, com a intenção de convocar mais policiais civis e penais. No combate à violência contra a mulher, Leão citou a expansão de 15 para 30 equipamentos de apoio, além de quatro Casas da Mulher Brasileira e a criação de um programa de aluguel social para mulheres que precisem sair de casa devido a agressões.
Questionada sobre a Operação Drácon, Celina Leão afirmou ter sido absolvida em primeira instância e classificou as acusações de opositores como “falácia”. Sobre a compra de um embrião junto a um empresário do transporte, a governadora declarou que a transação foi pública, via leilão, e custou R$ 200 mil, a serem pagos em 30 meses.


