O smartphone é o aparelho mais utilizado por quem consome e-books e audiolivros no Brasil, sendo preferido por 72% dos leitores, segundo a pesquisa Leitores Digitais. O levantamento, apresentado nesta quarta-feira (2) na Biblioteca Nacional de Brasília, indica que 49% da população com mais de 10 anos utilizou algum formato de leitura digital nos últimos 12 meses.
O estudo, realizado pela NielsenIQ BookData e financiado pela plataforma Skeelo, ouviu 3 mil brasileiros. Os dados mostram que computadores (23%), e-readers (19%) e tablets (16%) ficam atrás do celular em popularidade. A estimativa é que 18 milhões de pessoas passaram a ler mais após adotarem formatos digitais, com 43% dos leitores e 45% dos ouvintes afirmando ler “muito mais do que antes”.
Mulheres representam 58% desse público, e 47% dos consumidores têm entre 25 e 44 anos. A classe C corresponde a 46% dos leitores digitais, enquanto as classes A e B somam 25% e 36%, respectivamente. Entre os pretos e pardos, que são 55% da população, 48% são leitores digitais, com predominância no consumo de fanfics, quadrinhos e mangás.
A ficção é o gênero mais procurado, citada por 57,1% dos leitores de e-books e 44,5% dos ouvintes de audiolivros. No formato de texto, destacam-se livros científicos (34,9%) e a Bíblia (34%). Já nos audiolivros, obras técnicas e profissionais lideram com 38,5%, seguidas pela Bíblia (36%) e autoajuda (35,9%).
Sobre a legalidade do acesso, 48,8% dos entrevistados admitiram ter baixado conteúdos em sites ou links, e 41,5% receberam arquivos de conhecidos. O levantamento aponta que 67% dos respondentes não conseguem identificar se o livro gratuito foi disponibilizado de forma legal. Homens da classe A são os que mais realizam downloads por meios não oficiais (36,5%).
Rodrigo Meinberg, CEO da Skeelo, afirmou que o conteúdo digital permite que mais brasileiros tenham o direito de consumir livros, superando a limitação de que apenas 18% dos municípios possuem livrarias, segundo o IBGE. Para o executivo, a conveniência é o principal atrativo, e os formatos digitais não substituem os livros físicos, mas atuam de forma complementar.


