A cidade de Ceuta tenta gerir a emergência causada pela permanência de centenas de migrantes que buscam espaços de acolhimento neste sábado (5). A situação ocorre mais de um mês após um cruzamento massivo de pessoas, em um cenário onde a falta de medidas concretas para lidar com a anormalidade do fluxo persiste.
Drones sobrevoam a região de El Tarajal, na fronteira com Marrocos, para monitorar a neblina. O dispositivo é utilizado porque dias com baixa visibilidade costumam ser aproveitados por migrantes para tentar cruzar a divisa a nado.
Apesar da vigilância aérea, não foram registrados cruzamentos ilegais recentes. O fluxo legal no posto fronteiriço é descrito como um gotejamento pequeno, com poucas pessoas entrando ou decidindo abandonar a cidade para retornar.
A maior parte dos migrantes permanece em Ceuta. O grupo enfrenta agora uma barreira social e semântica, dividida entre aqueles que os consideram invasores e os que os definem como migrantes.
A administração local e a cidade lidam com a tentativa de retomar a normalidade, mas a estrutura de acolhimento se mostra insuficiente para a demanda atual. A ausência de políticas eficazes para a situação de emergência mantém o cenário de instabilidade na região.


