A Chevron investirá mais de US$ 7 bilhões para dobrar a produção de petróleo bruto na Venezuela, visando atingir cerca de 600 mil barris por dia nos próximos cinco anos. O plano prevê a expansão de joint ventures com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) após reformas no setor energético do país.
O anúncio feito nesta quarta-feira (2) é resultado de negociações independentes do acordo firmado por Washington para assumir o controle majoritário de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas. Atualmente, a petrolífera extrai cerca de 290 mil barris por dia, volume integralmente exportado para os Estados Unidos.
As novas condições fiscais, comerciais e jurídicas incluem a ampliação de áreas de exploração no Cinturão do Orinoco. A companhia opera no país desde 1923 e mantém três joint ventures: a Petroindependencia e a Petropiar, no Orinoco, e a Petroboscan, no oeste do estado de Zulia.
A iniciativa ocorre após a destituição do presidente Nicolás Maduro em janeiro. O presidente dos EUA, Donald Trump, promoveu um plano de reconstrução de US$ 100 bilhões para a energia venezuelana, incentivando empresas americanas a investir na região.
A produção total da Venezuela, que chegou a 3 milhões de barris por dia no fim da década de 1990, caiu para a faixa de 1,1 milhão a 1,2 milhão de barris recentemente. O novo acordo concede à Chevron o direito sobre quase metade desse volume.
Enquanto a Chevron manteve operações ininterruptas, outras empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips saíram do país em 2007, durante a nacionalização de ativos pelo governo de Hugo Chávez. A Chevron informou que os custos de produção devem permanecer abaixo de US$ 20 por barril.


