A China reabriu totalmente nesta quarta-feira (2) a estrada que liga o território chinês à fronteira com o Nepal, após uma semana de interdição por inundações. A liberação da via permitiu que máquinas pesadas chegassem, pela primeira vez, a áreas críticas afetadas pelo desastre, segundo a imprensa internacional.
O trecho faz parte da rodovia nacional G216, que serve como acesso ao porto de Gyirong, na região autônoma do Tibete. Durante a última semana, a China precisou transportar suprimentos e equipamentos por via aérea para as equipes de resgate, enquanto alguns socorristas percorreram as montanhas a pé para alcançar as vítimas.
De acordo com a emissora estatal CCTV, máquinas pesadas foram deslocadas para a área onde funcionava um complexo de inspeção de fronteira chinês. A operação agora conta com cães farejadores e dispositivos de detecção de sinais vitais em buscas por margens de rios, ravinas e trechos danificados da estrada.
Até esta quarta-feira (2), o Nepal registrou 1.114 mortes e cerca de 4.000 desaparecidos. No lado chinês, no Tibete, o governo informou no domingo (30) que 16 pessoas morreram e 546 continuam desaparecidas, grupo que inclui 261 estrangeiros de 23 países.
A interdição da estrada começou na quarta-feira (26) após o desabamento de uma geleira. O evento provocou uma inundação de lama, gelo e pedras pelos rios do Himalaia, atingindo comunidades na fronteira e comprometendo o corredor de comércio entre a China e o Sul da Ásia.


