A China reduziu a dívida oculta de seus governos locais em mais da metade em dois anos, baixando o saldo de 14,3 trilhões de yuans (US$ 2 trilhões) para 6,5 trilhões de yuans (US$ 970 bilhões) até o fim de 2025, segundo relatório do Conselho de Estado publicado na última segunda-feira (31).
A queda foi impulsionada por um pacote de 10 trilhões de yuans (US$ 1,5 trilhão) lançado no final de 2024. A medida permitiu que administrações locais emitissem títulos para substituir empréstimos que não constavam nos balanços patrimoniais, o que gerou economia de bilhões de yuans em juros.
A dívida oculta consiste em passivos financeiros contraídos por entidades governamentais, principalmente para financiar obras públicas e infraestrutura, sem que os valores fossem contabilizados oficialmente nos registros do governo.
Embora os riscos desse tipo de endividamento tenham caído, Pequim aumentou os empréstimos obrigatórios para tentar conter a desaceleração econômica. O movimento elevou a dívida pública total do país para 102,5 trilhões de yuans (US$ 15,3 trilhões) no encerramento do ano passado.
Com a nova configuração, a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) subiu para 73,2%, contra 68,7% no ano anterior. O índice permanece abaixo da média registrada entre as principais nações ricas e emergentes do G20.


