O cineasta franco-argelino Tony Gatlif morreu aos 77 anos, na última quinta-feira (3), em Arles, no sul da França. O diretor, conhecido por produções focadas em culturas cigana e migrante, trabalhava em um novo projeto de filme histórico no momento do falecimento, segundo a imprensa local.
A ministra francesa da Cultura, Catherine Pégard, manifestou luto nas redes sociais. Pégard afirmou que Gatlif tinha preferência por caminhos menos percorridos, fronteiras que se apagam e vidas que recebiam pouca atenção.
A trajetória do diretor soma 25 filmes. Sua obra foi marcada por temas sociais e pela representação de comunidades ciganas, buscando aproximar cinema, identidade e tradição.
Entre as produções mais conhecidas estão Gadjo Dilo, de 1997, com atuação de Romain Duris, e Exils, lançado em 2004. Este último trabalho rendeu a Gatlif o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.
A música teve papel central em sua filmografia. O cineasta incorporava manifestações artísticas das comunidades retratadas em seus filmes, com destaque para o flamenco e a música tzigana.


