A ritidoplastia, conhecida como lifting facial, tem registrado aumento de procura por mulheres a partir dos 45 anos, idade em que cosméticos e bioestimuladores de colágeno costumam perder a eficácia na sustentação da pele. O procedimento reposiciona tecidos e remove o excesso de pele do rosto e, ocasionalmente, do pescoço.
A cirurgiã plástica Larissa Sumodjo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), afirma que a indicação da cirurgia não depende apenas da idade. A decisão deve considerar o grau de flacidez, a qualidade da pele, a estrutura facial e as condições de saúde da paciente, permitindo abordagens distintas para pessoas da mesma idade.
A médica explica que tratamentos não cirúrgicos, como lasers, radiofrequência e ultrassom, melhoram a qualidade da pele, mas não substituem a cirurgia quando há queda acentuada dos tecidos. A técnica deve ser planejada conforme o formato do rosto, podendo envolver o trabalho em planos profundos ou o uso de pontos internos para reforçar a sustentação.
Sobre o minilifting, a especialista informa que a técnica de menor extensão é indicada apenas para casos de flacidez inicial e pele firme. Em situações de flacidez maior, são necessários descolamentos mais amplos e cirurgias extensas para que o resultado seja satisfatório.
Para evitar a aparência de rosto esticado, as técnicas atuais focam no reposicionamento dos tecidos profundos, evitando que a tensão recaia apenas sobre a pele. Segundo a cirurgiã, a tração deve ser feita com delicadeza para melhorar o contorno sem alterar a identidade da paciente.
A recuperação concentra o maior inchaço entre o segundo e o quarto dia, com redução progressiva após sete ou 10 dias. O formato do rosto pode apresentar mudanças no primeiro mês e o resultado final evolui por até seis meses. O retorno às atividades varia conforme a extensão da cirurgia e a resposta individual de cada organismo.


