A coligação Paraná para Todos e a candidata ao Senado Cristina Graeml apresentaram ações à Justiça Eleitoral nesta quarta-feira (2) contra a campanha de Deltan Dallagnol (Novo). Os pedidos buscam desde a suspensão de recursos públicos e propaganda gratuita até a retirada do candidato das urnas no Paraná.
A coligação Paraná para Todos, formada por PDT, Psol-Rede, Renovação Solidária e Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) a interrupção do repasse de verbas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O grupo afirma que Dallagnol já recebeu R$ 800 mil e pede que ele seja impedido de utilizar valores já repassados.
Na ação, os partidos pedem a suspensão da propaganda no rádio e na televisão, a exclusão de debates e a retirada do nome do candidato das urnas. A argumentação é que Dallagnol permanece inelegível devido à cassação de seu registro de candidatura nas eleições de 2022, citando como precedente a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre Pablo Marçal em agosto.
Em paralelo, Cristina Graeml (PSD) entrou com representação contra Dallagnol e a coligação Fortaleza do Paraná (PL, Novo e Podemos). A candidata questiona um trecho de propaganda exibido em 31 de agosto que utilizou inteligência artificial. Graeml argumenta que a menção à plataforma Magnific não detalha a tecnologia efetiva utilizada, o que descumpriria as regras eleitorais.
Dallagnol declarou estar apto a concorrer e afirmou que a supervisão do TRE-PR permite sua aparição nos programas eleitorais. Sobre a ação de Graeml, o candidato disse que a propaganda informa expressamente o uso de inteligência artificial e classificou a tentativa de impugnação como uma busca por “vírgula tecnológica para fabricar uma censura política”.


