O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (3), um plano de transformação que prevê a redução de 50 mil postos de trabalho em todo o mundo. A medida integra a maior reestruturação dos 89 anos da montadora para ajustar a capacidade global da força de trabalho.
O projeto busca alternativas para quatro fábricas na Alemanha que não possuem planos concretos de produção para a próxima década. A estratégia inclui a simplificação da estrutura do grupo e a imposição de limites à influência do conselho de supervisão, onde o estado da Baixa Saxônia e sindicatos detêm a maioria das decisões.
O presidente-executivo, Oliver Blume, afirmou em comunicado que a decisão é um sinal para o futuro da empresa e que a companhia está assumindo a responsabilidade por seus parceiros e empregos industriais globalmente.
A montadora europeia enfrenta pressões decorrentes de tarifas de importação dos Estados Unidos, avanço de concorrentes asiáticos e a fragilidade do mercado chinês. Segundo a empresa, as mudanças nos padrões de demanda e as transformações tecnológicas do setor automotivo motivaram as medidas.
Os novos cortes de 50 mil vagas somam-se a outras 50 mil reduções de empregos que já estão em andamento. A Volkswagen não detalhou o cronograma das demissões nem a distribuição dos cortes entre as marcas e regiões do grupo.
A aprovação ocorreu após semanas de negociações entre o conselho, a Porsche SE, acionista majoritária, sindicatos e o governo da Baixa Saxônia. A administração da empresa havia cogitado a convocação de uma assembleia geral extraordinária para viabilizar as exigências do plano.


