O coordenador jurídico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, defendeu que o governo recorra ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal (PF), decisão proferida pelo ministro André Mendonça nesta terça-feira (8).
Segundo Carvalho, a tentativa de reverter a medida na própria Corte deve ocorrer antes do cumprimento da ordem. O advogado, que fundou o grupo Prerrogativas, sugeriu também a realização de uma reunião urgente entre o presidente da República e o presidente do STF, Edson Fachin. Para ele, a escalada da crise entre a Polícia Federal e integrantes do Supremo coloca a democracia em jogo.
A decisão do ministro Mendonça determinou o afastamento preventivo de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada. A ordem judicial também obriga a Corregedoria da corporação a abrir procedimentos para apurar a conduta do diretor-geral.
Carvalho propôs que Lula convoque o Conselho da República, órgão superior de consulta do presidente em temas de estabilidade das instituições democráticas, para discutir a crise institucional. O advogado afirmou que as funções públicas não podem ser capturadas por interesses políticos e eleitorais, especialmente pela proximidade das eleições presidenciais.
A manifestação do coordenador jurídico não representa, até o momento, uma decisão oficial do governo sobre a resposta à ordem judicial de André Mendonça.


