O coronel Edson Raiado, candidato a deputado estadual pelo PSD, afirmou que Goiás construiu um modelo de segurança pública que se tornou referência nacional. Em entrevista, ele atribuiu os resultados à atuação do ex-governador Ronaldo Caiado e defendeu que o atual governador, Daniel Vilela, mantém a continuidade da política de enfrentamento ao crime.
Raiado afirmou que a experiência de Goiás contrasta com a política de segurança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o coronel, estados governados pela direita apresentam melhores resultados na redução da criminalidade, enquanto governos de esquerda teriam índices maiores. Ele declarou que a diferença principal é que a direita combate o crime e a esquerda tem conivência com ele.
Sobre a gestão de Daniel Vilela, Raiado disse que o governador conseguiu superar a insegurança inicial da população e manteve a estrutura da área. O coronel afirmou que Vilela é determinado e atento às questões específicas da segurança, ouvindo as estruturas responsáveis sem confundir liderança com chefia.
O uso de inteligência artificial e bancos de dados foi citado como ferramenta essencial no combate à criminalidade. Raiado explicou que a tecnologia permite a reconstrução de trajetórias de veículos e a identificação de características de suspeitos, o que pode reduzir a necessidade de confrontos físicos e proteger a vida dos policiais.
O coronel defendeu que facções como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas devido ao controle de territórios. Ele citou que, no Rio de Janeiro, cerca de 4,5 milhões de pessoas estariam sob a égide de facções. Raiado sugeriu que a administração pública deve ter acesso imediato às movimentações financeiras para identificar empresários que capitalizam com o crime.
A atuação da Polícia Penal também foi mencionada como fator determinante para o controle do sistema prisional. Segundo Raiado, a gestão de Caiado retirou o controle das alas dos presídios das mãos de grupos criminosos, transferindo a autoridade para os policiais penais.
Ao avaliar candidatos à Presidência, o coronel apontou Ronaldo Caiado como o homem preparado para dar um direcionamento à crise de segurança no país. Ele justificou a escolha com base na experiência do ex-governador no Legislativo, no Executivo e em sua capacidade de articulação nacional.


