A maior parte da gordura corporal perdida durante o processo de emagrecimento é eliminada do organismo por meio da respiração. De acordo com estudos citados pelos pesquisadores Jonny Quinlan, da Universidade de Birmingham, e Archie Belfield, cerca de 84% da gordura é expelida como dióxido de carbono.
O processo começa com o déficit calórico, situação em que o corpo gasta mais energia do que recebe pela alimentação. Para compensar a diferença, o organismo utiliza as reservas de energia armazenadas nos adipócitos, células que guardam gordura subcutânea, abaixo da pele, e visceral, ao redor dos órgãos.
Hormônios e neurotransmissores sinalizam o início da lipólise, etapa em que os triglicerídeos são divididos em ácidos graxos. Essas substâncias seguem para as mitocôndrias das células, onde ocorre a beta-oxidação, transformando a gordura em energia para o corpo.
Durante essa transformação química, são produzidos água e dióxido de carbono. Enquanto a maior parte sai pelos pulmões, os outros 16% da gordura perdida são eliminados principalmente como água. A apuração indica que o suor não é o responsável por levar toda a gordura embora, mas sim pela eliminação de líquidos.
A perda de peso imediata após atividades físicas, especialmente em locais quentes, reflete a redução de líquidos e não necessariamente a queima de gordura corporal. A prática de exercícios aumenta o gasto energético e auxilia na preservação da massa muscular.
A combinação de alimentação equilibrada com atividade física regular favorece o uso das reservas armazenadas, permitindo que a gordura seja transformada e expelida pelo ar.


