A popularização do Pix e a implementação do Open Finance transformaram a atuação dos correspondentes bancários no Brasil, migrando a oferta de produtos financeiros de estruturas físicas para plataformas digitais. O movimento amplia a escala e a capilaridade da distribuição de crédito por meio de aplicativos, marketplaces e ecossistemas online.
O Brasil reúne elementos para se tornar o maior ecossistema de correspondência financeira digital do mundo, segundo Sérgio Sadok, COO do marketplace BKOpen. O executivo aponta que o sistema bancário tecnológico, a inovação regulatória do Banco Central e a forte adesão da população ao mobile banking impulsionam a substituição de modelos tradicionais de intermediação.
As APIs (interfaces de programação de aplicações) são centrais nesse processo, pois conectam instituições financeiras e parceiros comerciais em um único ecossistema. Isso permite que o cliente acesse múltiplas ofertas de crédito dentro de sistemas de gestão empresarial (ERPs), super apps e plataformas digitais, sem a necessidade de buscar cada banco individualmente.
O Pix, utilizado por 80% das pessoas físicas conforme dados do Banco Central, alterou a velocidade das transações e a expectativa de instantaneidade do consumidor. Paralelamente, o Open Finance registrou mais de 103 milhões de autorizações ativas de compartilhamento de dados nos primeiros cinco anos de regulamentação, permitindo ofertas mais personalizadas.
O modelo de Banking as a Service (BaaS) também é citado como decisivo por democratizar a infraestrutura financeira. A tecnologia permite que empresas que não são bancos integrem produtos financeiros em suas próprias plataformas, simplificando a distribuição de crédito de forma escalável.
A BKOpen opera como um hub digital para conectar clientes, fintechs e instituições financeiras. O modelo da empresa utiliza inteligência artificial, automação e Open Finance para simplificar o acesso ao crédito e ampliar as possibilidades de contratação segura por parte do usuário.

