Dez corretoras e casas de análise selecionaram seis ações de dividendos como as principais recomendações para setembro, visando proteger carteiras da volatilidade causada pela corrida eleitoral. A estratégia prioriza empresas com geração de caixa imediata e distribuição de proventos previsível, independentemente de reprecificações políticas no mercado financeiro.
A Petrobras lidera a lista, aparecendo em oito das dez carteiras consultadas. O BTG Pactual atribui a recomendação ao desempenho operacional, com produção de 2,77 milhões de barris por dia, e à capacidade de precificação. O Santander revisou o preço-alvo da ação ordinária para R$ 60,00, enquanto a Terra Investimentos citou o lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre, alta de 97% na comparação anual.
No setor imobiliário, a Allos soma sete indicações. O BTG Pactual projeta rendimento (dividend yield) próximo de 13%, citando a previsibilidade de receitas e baixos níveis de inadimplência. A XP elevou o peso do papel na carteira de 7,5% para 10%, fundamentada na maior visibilidade de retorno ao acionista.
A Axia Energia também aparece em sete listas. O Santander projeta Ebitda de R$ 32,4 bilhões em 2026, alta de 47% anual. A Andbank destacou a aprovação de uma nova recompra de ações de R$ 3,7 bilhões, elevando o programa anunciado em 2026 para R$ 7,7 bilhões.
O Itaú Unibanco e a Vale aparecem em seis e cinco carteiras, respectivamente. O Itaú é visto como alternativa defensiva no setor bancário, com retorno sobre patrimônio de 24%. Já a Vale tem estimativa de retorno ao acionista entre 8% e 9% ao ano, com foco na expansão da produção de cobre até 2035.
A Copel fecha o grupo com cinco indicações. O Itaú BBA projeta rendimento de cerca de 8% para este ano, baseado na combinação de geração, transmissão e distribuição de energia. O Santander aponta a nova política de dividendos da elétrica paranaense como base para um fluxo previsível de proventos no cenário atual.


