A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), registrou a subida do psiquiatra Augusto Cury (Avante) para 10% das intenções de voto. O resultado indica uma abertura do eleitorado para opções além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), forçando adversários a recalcular estratégias.
O crescimento de Cury é atribuído a aparições na TV, apoio de influenciadores cristãos e de Pablo Marçal (PRTB). O índice de popularidade digital do candidato saltou de 37,8 para 54,5 pontos, com ganho de 2,5 milhões de seguidores no Instagram na última semana. A campanha agora foca em refinar as propostas e apresentar nomes para ministérios.
Ronaldo Caiado (PSD), com 1% das intenções de voto, pretende usar o tempo de TV para destacar sua experiência como governador de Goiás. Em São Paulo, o ex-governador afirmou que a sociedade analisará a vida de cada pré-candidato e declarou não ter envolvimento com corrupção, ressaltando sua capacidade de governar um Estado.
Romeu Zema (Novo), também com 1%, deve intensificar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia baseia-se em um relatório da Polícia Federal (PF) sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, que teria tentado sensibilizar autoridades para reverter sua situação jurídica. O senador Eduardo Girão (Novo) afirmou que as descobertas mostram contatos inadequados entre altas autoridades e o banqueiro.
Já Renan Santos (Missão) optou pelo confronto direto. O candidato, que teve a campanha paralisada por decisão do ministro Dias Toffoli, acusou Cury de ser sócio do grupo Fictor, que teria tentado comprar o banco Master de maneira fraudulenta no ano passado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Cury se posicionou como a alternativa capaz de fazer o Brasil voltar a se ouvir e a colocar o país acima da guerra política, afirmando que não deseja ser apenas mais um lado na disputa.


