O termo cushioning descreve a estratégia de pessoas que, mesmo estando em um relacionamento comprometido, mantêm conexões paralelas com terceiros para servirem como um plano B. A prática visa preservar a possibilidade de um novo interesse amoroso caso a união atual chegue ao fim.
A dinâmica difere de amizades comuns ou trocas esporádicas de mensagens. O comportamento envolve a intenção deliberada de deixar uma alternativa disponível por meio de contatos frequentes, flertes, encontros ou a manutenção de vínculos com ex-parceiros.
O cushioning costuma ocorrer de forma discreta. Entre as atitudes comuns estão a ocultação de mensagens, a exclusão de registros de conversas e a minimização da intimidade com a pessoa mantida como reserva.
Em certas situações, esse vínculo paralelo atua como fonte de validação. A conexão também pode servir como apoio emocional para quem sente insatisfação no relacionamento atual, mas ainda não tomou a decisão de terminá-lo.
A falta de transparência é o principal sinal de alerta para quem está do outro lado. A necessidade de esconder amizades ou a recusa do parceiro em explicar a proximidade com alguém específico indicam a possível ocorrência da prática.
A análise do comportamento foca na existência de confiança e nos limites previamente combinados entre o casal, indo além da aplicação do rótulo ao comportamento.


