Os custos logísticos no Brasil somaram R$ 1,96 trilhão em 2025, o que representa 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). O volume é impulsionado por um déficit de infraestrutura que demanda investimentos prioritários superiores a R$ 2 trilhões, conforme levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
A instabilidade operacional e eventos climáticos extremos causaram perdas financeiras a 70,6% das empresas transportadoras do país nos últimos anos. Esse cenário força a indústria a manter estoques de segurança elevados para evitar o desabastecimento, resultando em custos de manutenção que chegam a 5,3% do PIB — quase três vezes o índice registrado nos Estados Unidos.
Marcelo Zeferino, Chief Commercial Officer (CCO) da Prestex, afirma que a falta de previsibilidade imobiliza capital significativo nas empresas. Segundo o executivo, a implementação de logística ultraexpressa permite que as indústrias enxuguem esses estoques e liberem caixa sem expor a operação a riscos.
O modelo ultraexpresso combina transporte aéreo prioritário, rotas rodoviárias dedicadas e atendimento 24 horas com rastreabilidade em tempo real. Zeferino explica que a modalidade deixou de ser apenas um recurso para crises e passou a ser usada preventivamente para reduzir o tempo de inatividade das linhas de produção e acelerar lançamentos de produtos.
A discussão sobre a resiliência das cadeias de suprimentos será tema do evento Logística do Futuro 2026, que ocorre nos dias 9 e 10 de setembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A programação inclui painéis sobre o papel estratégico do transporte B2B na proteção de margens e produtividade industrial.


