O deficit da balança comercial dos Estados Unidos aumentou 24,4% em julho, totalizando US$ 88,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Análise Econômica dos Estados Unidos. O saldo negativo foi superior aos US$ 71,2 bilhões registrados em junho, em dado revisado.
O resultado foi provocado pelo aumento das importações, que somaram US$ 399,3 bilhões, alta de US$ 10,8 bilhões em relação ao mês anterior. No mesmo período, as exportações totalizaram US$ 310,7 bilhões, o que representa um recuo de US$ 6,6 bilhões.
As vendas de bens recuaram US$ 6,2 bilhões, para US$ 201 bilhões. A queda foi puxada por produtos industriais e materiais, com redução de US$ 8,7 bilhões, e pelo petróleo bruto, que caiu US$ 4,5 bilhões. Já as exportações de serviços diminuíram US$ 400 milhões, para US$ 109,7 bilhões, com perdas em receitas de viagens, transporte e serviços financeiros.
Nas importações, as compras de bens subiram US$ 11,4 bilhões, atingindo US$ 320,6 bilhões. O avanço principal ocorreu em bens de capital, com alta de US$ 14,4 bilhões, incluindo computadores, que cresceram US$ 6,9 bilhões, e acessórios para computadores, com alta de US$ 6,6 bilhões. As importações de serviços recuaram US$ 600 milhões, para US$ 78,7 bilhões.
No acumulado de 2026 até julho, o deficit comercial do país diminuiu US$ 188,4 bilhões, ou 29,6%, comparado ao mesmo período de 2025. As exportações cresceram 12%, ou US$ 237,2 bilhões, enquanto as importações avançaram 1,9%, totalizando US$ 48,8 bilhões a mais.
Em relação aos parceiros comerciais, os Estados Unidos registraram superavit de US$ 2,4 bilhões com o Brasil na balança de bens em julho. Outros saldos positivos ocorreram com a Holanda (US$ 7,8 bilhões), América do Sul e Central (US$ 6,6 bilhões), Hong Kong (US$ 3,1 bilhões) e Reino Unido (US$ 2,5 bilhões). Os maiores deficits foram com México (US$ 27,5 bilhões), Vietnã (US$ 23,3 bilhões), Taiwan (US$ 18,1 bilhões) e China (US$ 15,2 bilhões).


