Deolira Glicéria Pedro da Silva, de 121 anos, foi reconhecida oficialmente como a mulher mais velha do Brasil pelo Rank Brasil. Moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, a idosa nasceu em 1905 e teve a marca homologada após a apresentação de certidão de nascimento atualizada e extrato do benefício do INSS.
O reconhecimento nacional é visto como um passo para a tentativa de certificação internacional. Atualmente, o título de pessoa mais idosa do mundo pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos. O geriatra Juair de Abreu Pereira, que acompanha a paciente, informou que o processo junto ao Guinness World Records está parado, mas acredita que a homologação brasileira possa retomar a análise.
A comprovação da idade foi dificultada por uma enchente em 1977, em Porciúncula, cidade onde Deolira nasceu e viveu a maior parte da vida. O desastre destruiu parte dos documentos originais da família, exigindo a recuperação de registros em cartórios e o apoio da Arquidiocese de Campos para validar a certidão de batismo.
O Guinness World Records adota critérios mais rigorosos que o Rank Brasil, exigindo documentos originais para a validação. O recorde anterior de longevidade feminina no Brasil pertencia a Maria Olívia da Silva, paranaense que morreu em 2010 aos 130 anos. A pessoa que mais viveu oficialmente foi a francesa Jeanne Calment, falecida em 1997 com 122 anos e 164 dias.
Nascida no início do século XX, a idosa presenciou a invenção do avião, a Grande Depressão de 1929 e a Segunda Guerra Mundial. Deolira também testemunhou a chegada do homem à Lua em 1969, a era da internet e acompanhou a realização de todas as 23 Copas do Mundo.


