A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve-se estável em 48%, segundo a nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O levantamento, primeiro após o início da campanha eleitoral, indica que 45% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
Os dados mostram que as investigações da Polícia Federal (PF) contra Fábio Luis, filho do presidente, não impactaram o quadro geral de aprovação. A PF abriu três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência na Saúde, favorecimento na Dataprev e negócios ilícitos no governo.
Houve, porém, variação entre os jovens de 16 a 24 anos, onde a desaprovação subiu seis pontos, saltando de 47% para 53%. Entre os eleitores independentes, a reprovação subiu de 48% para 52%, oscilação que ocorre dentro da margem de erro.
Na avaliação qualitativa da gestão, 37% consideram o governo negativo, 35% positivo e 25% regular. Outros 3% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Questionado em sabatina sobre os inquéritos, Lula classificou as acusações como “ilações” e afirmou que o filho provará a inocência, embora tenha negado blindagem aos envolvidos. A PF investiga a parceria de Fábio Luis com a lobista Roberta Luchsinger e repasses a Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do petista.
Para recuperar apoio de setores estratégicos, o governo foca em pautas prioritárias. Recentemente, Lula reuniu-se com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que declarou apoio à candidatura presidencial, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que liberou pautas como o fim da escala 6×1.


