A World Association for Sexual Health celebra neste sexta-feira (4) o Dia Mundial da Saúde Sexual com o tema “Every Body”. A iniciativa busca ampliar a discussão sobre prazer, intimidade e bem-estar, focando em transformações corporais decorrentes do envelhecimento, da menopausa, de alterações hormonais e do período pós-parto.
Queixas como ressecamento, perda de volume e atrito durante atividades físicas ou relações sexuais levam mulheres a buscar a ginecologia regenerativa. Procedimentos antes associados apenas à estética passaram a integrar a pauta da saúde íntima para tratar desconfortos funcionais.
A médica Fabiane Gama, da Clínica Leger, informa que pacientes frequentemente chegam ao consultório por motivações estéticas, mas revelam incômodos relacionados ao bem-estar durante a consulta. Segundo a ginecologista, a avaliação prévia é indispensável para identificar se a queixa envolve atrito com roupas ou dores na vida sexual.
Entre as abordagens citadas estão o laser de CO₂ e a labioplastia, indicada para casos de excesso de tecido ou assimetrias nos pequenos lábios. A capuzplastia é utilizada na região do capuz clitoriano. Para reposição de volume nos grandes lábios, pode-se usar ácido hialurônico, enquanto bioestimuladores de colágeno visam a firmeza do tecido.
Gama explica que a região íntima sofre transformações com a idade e mudanças hormonais, assim como outras partes do corpo. No entanto, a médica alerta que nem todo desconforto exige intervenções cirúrgicas ou injetáveis, pois ressecamento e irritações podem derivar de infecções ou doenças dermatológicas.
A ginecologista afirma que a informação tem reduzido a vergonha de mulheres que conviviam com desconfortos por anos. De acordo com a profissional, a compreensão de que o cuidado com a intimidade é uma questão de saúde, e não de vaidade excessiva, permite que mais pacientes busquem ajuda especializada.


