O ministro Dias Toffoli liberou, nesta quarta-feira (2), a campanha do candidato à Presidência da República Wilson Grassi, do partido Democrata. A decisão ocorreu após o veterinário correr 42 quilômetros ao redor do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília, em protesto contra a suspensão de suas redes sociais e repasses financeiros.
Grassi concluiu o percurso em cerca de seis horas. O candidato havia prometido correr a distância diariamente até que a campanha fosse reativada. Ele classificou a decisão anterior do tribunal como censura e afirmou que o erro cometido ao postar em conta pessoal, em vez de profissional, teria sido repetido por outros candidatos sem a mesma punição.
O bloqueio dos perfis digitais aconteceu porque a campanha informou a existência de oito contas nas redes sociais 17 dias após o prazo determinado pelo TSE, encerrado em 28 de agosto. Pela legislação, perfis existentes devem ser registrados no início da campanha e novos perfis devem ser comunicados em até 24 horas após a criação.
Além do uso de redes sociais, Toffoli havia suspendido a participação de Grassi em debates e o acesso aos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Com a revisão da situação nesta quarta-feira, o magistrado liberou a campanha digital, a participação em debates e os repasses do fundo para a chapa majoritária do partido.
A apuração indica que a campanha de Renan Santos, do partido Missão, também teve perfis suspensos no último domingo por omissão estratégica, mas obteve a liberação do TSE na terça-feira (1).
Após recuperar o acesso às redes, Grassi publicou um vídeo feito com inteligência artificial que ironiza a aparência do ministro Dias Toffoli. A publicação faz referência ao projeto “Meu Botox, Minha Vida”, proposta do candidato para oferecer o procedimento a mulheres de baixa renda como política de saúde e autoestima.


