O diretor do Federal Reserve, Michael Barr, afirmou nesta terça-feira (1), que o banco central dos Estados Unidos poderá aumentar as taxas de juros caso a inflação não apresente uma redução rápida. A declaração ocorreu em discurso preparado para o Fórum de Empréstimos de Segunda Chance.
Barr disse que a inflação permanece alta demais há mais de cinco anos. O diretor referiu-se à reunião de política monetária do Fed, agendada para os dias 15 e 16 de setembro, como o momento para as autoridades avaliarem as opções de ajuste.
Segundo o dirigente, o Fed deve agir de forma decisiva para elevar os juros se a inflação não moderar suficientemente. Por outro lado, ele afirmou que a instituição pode aguardar a avaliação da postura monetária se os dados indicarem que o índice caminha para a meta de 2%.
A economia owna um desempenho sólido, impulsionada por investimentos em inteligência artificial, observou Barr. Ele classificou o mercado de trabalho como estável e com desemprego relativamente baixo.
Na semana passada, o presidente do Fed, Kevin Warsh, também sinalizou a possibilidade de aumento nas taxas durante o simpósio econômico anual de Jackson Hole. Warsh afirmou que a inflação subjacente precisa caminhar para a meta de forma clara e com velocidade suficiente.
Atualmente, a taxa básica de juros dos Estados Unidos está fixada na faixa de 3,50% a 3,75%. Mercados financeiros apostam que o Fed elevará o índice em 0,25 ponto percentual na reunião deste mês, refletindo a sinalização de diversas autoridades sobre a inflação persistente.


