O dólar fechou nesta quarta-feira (2) a R$ 5,10, queda de 0,92%, após a divulgação de pesquisa da Quaest que indica empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno. O resultado marca o terceiro pregão consecutivo de baixa da moeda.
O levantamento mostrou 42% das intenções de voto para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o presidente aparece com 37%, seguido por Flávio, com 30%, e Augusto Cury, do Avante, com 10%. A apuração indica que investidores veem na possibilidade de vitória da oposição um maior compromisso com as contas públicas e a agenda fiscal a partir de 2027.
O Ibovespa acompanhou o movimento e subiu 3,05%, fechando aos 185.205,09 pontos, o maior patamar desde maio. O índice foi impulsionado por ações do Banco do Brasil, que subiram 5,50%, além de Vale e Petrobras. O ETF de ações brasileiras em Nova York, o EWZ, disparou 4,16% no dia.
Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital, afirmou que a valorização do real ocorre com o aumento da probabilidade de mudança na política econômica. O cenário é agravado por revelações sobre a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de investigações envolvendo o filho do presidente.
Os juros futuros na B3 também fecharam em queda. A taxa do DI para janeiro de 2027 recuou para 13,575%. Agentes do mercado atribuem a baixa ao trade eleitoral e a dados da produção industrial de julho, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que sinalizam economia fraca no terceiro trimestre.
No cenário externo, o petróleo Brent para novembro subiu 1,04%, a US$ 95,63 o barril, devido a incertezas no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, o relatório ADP mostrou a criação de 38 mil vagas no setor privado em agosto, ritmo mais lento desde janeiro, enquanto investidores aguardam o payroll de sexta-feira (4).


