O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (3) em leve baixa, cotado a R$ 5,1045, após oscilações ao longo da tarde. A queda de 0,08% reflete o enfraquecimento da moeda americana no exterior e a reconfiguração de expectativas no mercado brasileiro diante da corrida eleitoral.
A divisa acumula perda de 1,77% na semana e de 1,46% nos três primeiros pregões de setembro. O movimento de queda ocorre após o dólar recuar de R$ 5,19 para R$ 5,10 desde o dia 28 de agosto. Operadores indicam que o mercado local passa por um período de acomodação.
O desempenho foi influenciado pela expectativa de pesquisas eleitorais que apontam empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Segundo o analista de câmbio Nicolas Gomes, da Manchester Investimentos, a percepção de uma disputa mais acirrada aumenta a possibilidade de maior disciplina fiscal em 2027, o que reduz momentaneamente os prêmios de risco.
No cenário externo, o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, afirmou que pode apoiar a manutenção dos juros nos EUA se os dados de inflação de agosto confirmarem o arrefecimento. O índice DXY, que mede o dólar contra seis moedas fortes, fechou próximo aos 98,960 pontos.
O Ibovespa encerrou o dia com leve queda de 0,01%, fechando em 185.188,13 pontos. O índice interrompeu uma sequência de 11 pregões de alta. Ações de bancos e de serviços de energia e saneamento seguraram o índice, enquanto Vale e Petrobras pressionaram a baixa.
Na renda fixa, os juros futuros registraram a terceira sessão consecutiva de alívio. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 fechou em 13,575%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 recuou para 14,145%.


