Um drone russo atingiu a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), no centro de Kiev, nesta sexta-feira (4). O ataque, que deixou 15 feridos, ocorreu às vésperas da visita de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para propor o fim da guerra.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a operação mirou especificamente o escritório do diretor da agência, Oleksandr Poklad. Segundo o mandatário, Poklad recebeu ordens de dar uma resposta adequada e contundente ao ataque. Uma fonte próxima ao caso informou que o diretor não estava no local no momento do impacto.
A administração militar de Kiev confirmou que 15 pessoas ficaram feridas, mas não detalhou se as vítimas estavam dentro do prédio. Esta foi a primeira vez que a sede principal do SBU foi alvo de tal ação desde o início do conflito, em 2022. Imagens publicadas por Zelensky no Telegram mostram o presidente conversando com o chefe do serviço de segurança.
A ofensiva acontece enquanto os enviados de Donald Trump viajam para Moscou e Kiev. O presidente norte-americano declarou que a missão busca implementar uma ideia para a paz. A previsão é que Witkoff e Kushner cheguem à capital russa no sábado (5) e sigam para Kiev no domingo (6).
Para viabilizar as visitas, a Ucrânia propôs à Rússia a suspensão de ataques aéreos e garantiu que não lançará ofensivas contra o território russo durante o período. Moscou, que intensificou bombardeios contra cidades ucranianas nas últimas semanas, ainda não confirmou a visita nem respondeu à proposta de cessar-fogo.
Recentemente, o governo ucraniano também aumentou bombardeios contra infraestruturas logísticas e energéticas na Rússia. Vladimir Putin classificou as advertências de Zelensky sobre o perigo do espaço aéreo russo como terroristas. Nesta sexta-feira, Moscou solicitou que a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) condenasse as declarações de Kiev.


